O tempo passando, ele permanecia vagando no céu negro sucumbido as trevas, o qual a cada segundo todos esperavam o inevitável, a chuva caíra.
Conhecido por todos como andarilho da noite, sempre vagando em busca do desconhecido, seus olhos vermelhos são o símbolo de suas experiências, boas ou ruins, provavelmente marcadas por muita dor, sofrimento e solidão.
A noite caia e junto a ela o calor da tarde sumia, ela levava consigo a água aprisionada no céu. Sua pele negra estremesseu diante o badalar do sino da igreja, porém este som estridente que cortava o silêncio noturno era um convite para um lar aconchegante.
Ao entrar procurou se sentar, sete passos e meio deu até chegar próximo a cruz, velha como a época, porém o local adequado para um gato abandonado.
Por: Felipe Toledo e Guilherme Paulo, ao meio de uma aula de produção textual.