Já se passara uma semana desde a morte de Jerry , o clima na casa dos Maia era tenso . O Patriarca da família não estava mais ali e só de pensar que aquelas tardes de domingos seguidas de risos e mais risos não entrariam mais naquele lar... Thomas chorava olhando-se para o espelho , cada lágrima que caía em algum milésimo de segundo no canto de sua calça , era um martírio para o seu coração . Ele era muito agarrado ao seu avô , admirava-o muito . Nesses quinzes anos , foi ele que mais o apoiou num dos momentos mais difícies da sua vida : a revelação de sua bixessualidade . Ele lembra como se fosse hoje seu avô falando ''Não importa o que falarem , seja você !'' . Em meio aquele silêncio , um rústico ruído de porta abrindo adentra em seus ouvidos , era sua mãe :
-Filho , telefone pra você .
- Quem é ? - disse ele enxugando seu rosto .
- Seu amigo . - Marta falava em meia voz seca , não gostava da amizade dos dois .
- Ok ! - disse ele pegando o telefone . Agora falava com Vitor :
- Alô ... - sua voz estava trêmula , estava chorando pela lembrança de seu avô .
- Tudo bom ?
- A medida do possível sim né ? E você .
- Indo . Tenho algo pra te falar, queria encontrar contigo mais tarde .
- Melhor assim , o clima aqui em casa não está bem e conversas assim são melhores ao vivo .
- 17:50 hras na ponte ok ?
- Sim , tchau . - Thomas desligou o telefone e ainda no seu momento solidão , pergunta-se a sim mesmo como seria os tempos daqui pra frente , o outono estava acabando e com ele lembranças teriam que ser levadas . Será que isso acontecerá ? Como seu pai iria o tratar daqui pra frente ? E o que será que Vitor quer falar com ele ? . Continua [...]
Um comentário:
gostei. espero MESMO que continue
bjs
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